[Cipriano Dourado]

[Cipriano Dourado]
[Plantadora de Arroz, 1954] [Cipriano Dourado (1921-1981)]

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

[1698.] ZEFERINO SEABRA ESTEVES [I]



[ANTT || RGP 175]

Militante do Partido Comunista Português no início da década de 1930, Zeferino Seabra Esteves esteve preso cerca de onze anos, nove dos quais na Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo.

Serrador-mecânico, filho de Maria Joaquina Seabra e de Décio Esteves, nasceu em 13 de Outubro de 1902, em Abrantes, zona onde exerceu importante actividade política e partidária contra a Ditadura Militar saída do 28 de Maio de 1926.

Terá sido o principal dinamizador do Comité Local do Partido Comunista no Tramagal, desenvolvendo militância em Paúl, Rossio de Abrantes e Alferrarede (reuniões, conferências, distribuição de panfletos e outros impressos). A ligação à organização de Lisboa era feita através do ferroviário Francisco António Mancio, por quem enviava as cotizações e as receitas da venda da imprensa clandestina.

Usava o pseudónimo "Justo Rebelo" e, por defender a aquisição de armas em caso de uma revolução, foi considerado "um elemento perigosíssimo e de extraordinária actividade, tanto no campo revolucionário propriamente dito, como no campo organizador" [ANTT, Cadastro 6726].

Preso aos 32 anos, em 12 de Março de 1933, acusado de fazer propaganda comunista e tendo na sua posse uma pistola "Savage", foi julgado no Tribunal Militar Especial em 7 de Março do ano seguinte e condenado a dez anos de degredo.

Interpôs recurso, mas o TME confirmou a sentença e Zeferino Seabra Esteves embarcou para Angra do Heroísmo em 23 de Setembro de 1934, prisão de onde só regressou em Junho de 1943.
[ANTT || RGP 175]

O resto da sentença cumpriu-a em Peniche, de onde saiu em liberdade condicional em 18 de Dezembro de 1943, após 10 anos e 9 meses de cativeiro.

O seu nome consta do Memorial de Homenagem aos Ex-Presos Políticos inaugurado na Fortaleza de Peniche em 9 de Setembro de 2017.

[João Esteves]

domingo, 14 de janeiro de 2018

[1697.] OUTROS OLHARES SOBRE A GRANDE GUERRA [I] || VILA FRANCA DE XIRA

* EXPOSIÇÃO OUTROS OLHARES SOBRE A GRANDE GUERRA ||  CICLO DE CONFERÊNCIAS

* O PAPEL DA MULHER NA GRANDE GUERRA || 19 DE JANEIRO DE 2018 || 18H30 || CELEIRO PATRIARCAL (VFX) *

"A GUERRA, A NEUTRALIZAÇÃO DOS FEMINISMOS REIVINDICATIVOS E O TRIUNFO DO FEMINISMO NACIONALISTA OU O DECLÍNIO DOS FEMINISMOS DA 1.ª VAGA"


Embora o feminismo nacionalista tenha servido para valorizar a importância social e económica das mulheres em tempos de crise, também contribuiu para atenuar o papel das organizações feministas como grupo de pressão, esvaziando-as num contexto de unidade nacional em que a “Pátria” se sobrepunha a todas as possíveis reivindicações. 

De certa forma, aquele consubstanciava o triunfo momentâneo das ideias hegemónicas de Ana de Castro Osório em relação às restantes feministas, não mais voltando a destacar-se enquanto líder feminista, visível na sua não participação nos eventos da década de 20. 

Só que, ao contrário do próprio discurso histórico e político, a Guerra acabou por não contribuir de forma (tão) expressiva para a emancipação da mulher. 

O que se impôs foi o regresso ao lar, ainda que em novos moldes, ficando a memória dos heróis e dos mortos... masculinos: “O final da guerra mostrará quão frágeis foram as suas conquistas, quão conservadora é a guerra em matéria de relação entre os sexos e até que ponto se pôde fazer regressar as mulheres ao lar e às tarefas do seu sexo”. 

Portugal não constituiu, nem podia constituir, excepção!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

[1696.] ANTÓNIO JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA E A FUGA DA PRISÃO DE AQUILINO RIBEIRO [I] || AGOSTO DE 1928

* A FUGA DE AQUILINO RIBEIRO DO PRESÍDIO DE FONTELO, VISEU, EM 15 DE AGOSTO DE 1928 *

No âmbito da "Revolta do Castelo" de 20 de Julho de 1928 contra a Ditadura Militar, Aquilino Ribeiro participou activamente nas movimentações efectuadas pelo regimento de Pinhel [Luís Farinha, O Reviralho. Revoltas Republicanas contra a Ditadura e o Estado Novo (1926-1940), Editorial Estampa, 1998], tendo sido preso em Contenças, juntamente com o médico António Gomes Mota [natural de Freixinhos, filho de Manuel Gomes Cardia].

Levados para o Presídio Militar de Fontelo, ambos evadiram-se na noite de 15 de Agosto, pelas 21 horas e 15 minutos, após terem serrado o soalho da casa onde se encontravam e passado através de uma abertura de cerca de 0,55m por 0,40m, descido para uma loja com o auxílio de uma escada e, uma vez livres da prisão e da loja, saltaram o muro da vedação que rodeava o edifício. 

Esta fuga terá contado com a colaboração activa de António José Pereira de Oliveira, também conhecido por José da Parada, ao arrombar "para tal fim a fechadura duma porta dos baixos da referida prisão" [ANTT, Cadastro 10001A] e, assim, permitir a fuga de Aquilino Ribeiro e António Gomes Mota  [ANTT, http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4280434].

António José Pereira de Oliveira, de 34 anos anos, vivia em Viseu e trabalhava na oficina de sapateiros da casa de reclusão, sendo acusado de ter arrancado a fechadura e corrido, por fora, o ferrolho de ferro da porta da loja por onde saíram os dois presos. 

Interrogado como cúmplice na fuga, António José Pereira de Oliveira negou todas as acusações.

[João Esteves]

domingo, 7 de janeiro de 2018

[1694.] AMÂNCIO DE ALPOIM [TORESANO MORENO] [I]

* DEPORTADO PARA ANGOLA, S. TOMÉ, AÇORES E MADEIRA || 1928-1930 *

* PARTICIPAÇÃO, EM 20 DE JULHO DE 1928, NA "REVOLTA DO CASTELO" CONTRA A DITADURA MILITAR *


Advogado.

Filho de Josefa Toresano Moreno de Alpoim e de Amâncio de Alpoim de Cerqueira Borges Cabral (c. 1860 - 17/04/1912), Amâncio de Alpoim nasceu no final da década de 1880 [há referências aos anos 1888, 1889 e 1890], em Setúbal.

Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no ano lectivo de 1906-1907, formando-se em 1912 com excelentes notas.

Bacharel em Direito, foi jornalista, director do jornal "A Notícia", dirigente do Partido Socialista Português entre 1922 e 1928 e deputado nas legislaturas de 1918 e 1925, sendo nesta última eleito com Ramada Curto na sequência de listas negociadas com o Partido Republicano Português.

Nesta última legislatura da 1.ª República "denunciam os conluios dos líderes do PRP (mesmo de alguns ministros e deputados) com os militares conspiradores, combatem a forma iníqua e ilegal de deportação dos presos sociais, sem julgamento, para as colónias, acusam os poderes de usar dois pesos e duas medidas para julgar os crimes sociais e os crimes de colarinho branco – como o caso Angola e Metrópole -, deploram o fim do Ministério do Trabalho e fazem as suas últimas propostas, na linha programática do PSP: apresentam um projecto de universalização do voto, defendem a continuidade do monopólio dos tabacos na posse do Estado e uma reforma do Exército que diminua drasticamente o número de efectivos e as despesas públicas associadas". [Luís Farinha, "Partido Socialista Português - História de um ocaso lento durante a Ditadura Militar", Visão História, Nº 35, Maio de 2016]. 

Em 17 de Maio de 1926, uma semana antes do Golpe que pôs fim à 1.ª República e abriu caminho à Ditadura Militar, abandonou, com Ramada Curto, a "condição de parlamentar" [Luís Farinha].

Por Decreto do Ministério das Finanças de 9 de Agosto de 1926, o bacharel Amâncio de Alpoim foi demitido de Administrador da Caixa Geral de Depósitos [Decreto 12074]. 

Finda a 1.ª República, Amâncio de Alpoim passou a combater a Ditadura Militar. 

Em 4 de Junho de 1928, proferiu no Barreiro, perante numerosa assistência [1000 pessoas], uma conferência sobre política operária e, no mês seguinte, em 20 de Julho, participou na "Revolta do Castelo", "tendo chefiado o grupo que desarmou a GNR de Aldegalega e Alcochete e assaltou o campo de tiro de Alcochete" [Processo 3870].

Com residência na Rua Nova do Almada, 59-2.º, foi preso em 22 de Julho de 1928 e deportado para Angola em 21 de Agosto.

Aí permaneceu poucos meses, como relatou em carta ao amigo Ramada Curto, datada de 12 de Dezembro, dizendo encontrar-se então em S. Tomé, a seu pedido, depois de o terem "passeado" por toda a costa angolana (Benguela, Luanda, Lobito, Novo Redondo, Porto Amboim, Foz do Dande, Catete...). Esta extensa carta de oito páginas, apreendida pela Polícia Política, não deixa de ser um relato impressionante do que era, então, a exploração económica de Angola e a situação degradante em que viviam os africanos [ANTT, Cadastro Político 1780].

Seguiu para os Açores em 29 de Dezembro de 1929 e, por fim, para a Madeira, onde foi autorizado a partir para o Rio de Janeiro, embarcando, em 15 de Abril de 1930, no vapor "Andalucia-Star" [ANTT, Cadastro Político 1780].

Instalou-se, na década de 30, em Lourenço Marques, onde exerceu a advocacia. 

Por se encontrar em Berlim em tratamento médico, assistiu, em 10 de Maio de 1933, com Paulo Quintela, seu colega de Coimbra, à queima de livros perpetrada pelos nazis em várias cidades alemães [Cristóvão de Aguiar, Com Paulo Quintela à Mesa da Tertúlia, 2005].

Faleceu em Lisboa, em 19 de Julho de 1948 [A. H. de Oliveira Marques (coordenador), Parlamentares e Ministros da 1ª República, Afrontamento, 2000].
  
João Esteves

sábado, 6 de janeiro de 2018

[1693.] ABÍLIO CRISTÓVÃO SÉRGIO [I]

* PARTICIPAÇÃO NA REVOLTA DE 26 DE AGOSTO DE 1931 *

* DEPORTADO PARA TIMOR (1931-1932) *

Serralheiro.

Filho de Júlia da Conceição Sérgio e de João Francisco Sérgio, nasceu em Lisboa, em 1901.

Envolvido na Revolta de 26 de Agosto de 1931 contra a Ditadura Militar, foi preso nesse mesmo dia na Praça Marquês de Pombal.

Deportado para Timor em 2 de Setembro, embarcou no dia seguinte no vapor "Pedro Gomes".

Abrangido pela amnistia concedida pelo Decreto 21.943, de 5 de Dezembro de 1932, foi autorizado a regressar e desembarcou em Lisboa em 1933, tendo-se apresentado às autoridades policiais em 12 de Junho.

Continuou a residir em Alcântara, na Rua Rodrigues Faria, 85.

António Monteiro Cardoso, no livro Timor na 2ª Guerra Mundial - O Diário do Tenente Pires [Colaboração de Luísa Tiago de Oliveira - CEHCP-ISCTE, 2007] inclui o nome na extensa lista de deportados para Timor entre 1927 e 1931.

Para além do registo policial, desconhecem-se outras informações sobre este Deportado [ANTT, Cadastro Político N.º 3256].

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[1692.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLVI] || 1947

* CIRCULAR DO CNMP ÀS SÓCIAS INFORMANDO-AS DA DECISÃO, FAVORÁVEL, DO AUDITOR ADMINISTRATIVO DE LISBOA || 08/08/1947 *


[1691.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLV] || 1947

* CIRCULAR DO CNMP ÀS SÓCIAS INFORMANDO-AS DA DECISÃO, FAVORÁVEL, DO AUDITOR ADMINISTRATIVO DE LISBOA || 04/08/1947 *


[1690.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLIV] || 1947

* DESPACHO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA DE LISBOA, FAVORÁVEL AO RECURSO INTERPOSTO PELO CNMP || 28/07/1947 *

Em 23 de Julho, Maria Lamas, na qualidade de Presidente do CNMP, interpôs recurso para a Auditoria Administrativa de Lisboa que suspendeu, provisoriamente, o despacho do Governador Civil de 4 de Julho de 1947.


[1689.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLIII] || 1947

* EXPOSIÇÃO DO CNMP AO MINISTRO DO INTERIOR NA SEQUÊNCIA DO SEU ENCERRAMENTO PELO GOVERNADOR CIVIL DE LISBOA *

 

[1688.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLII] || 1947

* CARTA DO GOVERNADOR CIVIL DE LISBOA, MÁRIO MADEIRA, A MARIA LAMAS, CONFIRMANDO O ENCERRAMENTO DO CNMP E DA SUA SEDE || 08/07/1947 *



[1687.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XLI] || 1946

* CONVOCATÓRIA PARA A ASSEMBLEIA GERAL DO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS DE 25 DE JUNHO DE 1946 || 08/06/1946 *


[1686.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XL] || 1948

* CIRCULAR DA DIRECÇÃO DO CNMP ÀS SÓCIAS || 10/01/1948 *

Circular dirigida às sócias do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas a explicar as diligências realizadas para reabrir a agremiação de forma a que "continue no desempenho da utilíssima missão para que foi instituído".


[1685.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESES [XXXIX] || 1947

* DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO AO RECURSO INTERPOSTO PELO CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS NA AUDITORIA ADMINISTRATIVA DE LISBOA || 16/08/1947 *

Em 28 de Junho de 1947, o CNMP foi proibido por despacho do Governador Civil de Lisboa, Mário Madeira, tendo a sua sede sido encerrada.

Em 23 de Julho, Maria Lamas, na qualidade de Presidente do CNMP, interpôs recurso para a Auditoria Administrativa de Lisboa que suspendeu, provisoriamente, o despacho do Governador Civil.

O Governador Civil recorreu para o Supremo Tribunal Administrativo, tendo este revogado a decisão da Auditoria Administrativa de Lisboa, considerando que este não tinha competência para decidir sobre o recurso apresentado pelo CNMP.

Esta decisão data de 16 de Agosto de 1947.

Em 1 de Outubro, Maria Lamas tentou interpor recurso directo perante o Supremo Tribunal Administrativo, o qual não foi aceite "por haverem já passado vinte dias sobre a notificação ao Conselho da decisão recorrida."



[1684.] CONSELHO NACIONAL DAS MULHERES PORTUGUESAS [XXXVIII] || 1947

* CNMP || PROGRAMA DA EXPOSIÇÃO DE LIVROS ESCRITOS POR MULHERES DE TODO O MUNDO NA SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES || JANEIRO 1947 *

|| PALESTRAS E FILMES ||


[1683.] MÁRIO DIONÍSIO [V]

* MÁRIO DIONÍSIO POR PAULO SUCENA *

|| ESCOLA-INFORMAÇÃO N.º 276 \ NOV./DEZ. 2016 ||

|| EVOCAÇÃO DE MÁRIO DIONÍSIO (1916-2016) NO ANO DO SEU CENTENÁRIO ||

[Escola-Informação || 276 || Novembro-Dezembro de 2016]

[Escola-Informação || 276 || 2016]

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

[1678.] ÓSCAR LOPES [I] || MANUELA ESPÍRITO SANTO

* ÓSCAR LOPES - RETRATO DE ROSTO || MANUELA ESPÍRITO SANTO || 2017 *


NO ANO DO CENTENÁRIO DE ÓSCAR LOPES, UM LIVRO DE EXCEPCIONAL QUALIDADE (MAIS UM) DE MANUELA ESPÍRITO SANTO, EDITADO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS EM OUTUBRO DE 2017.

UM RETRATO EXAUSTIVAMENTE DOCUMENTADO E SUBLIME DO "LINGUISTA MILITANTE".

COM UMA TIRAGEM DE APENAS 500 EXEMPLARES, NÃO DEIXEM DE O LER/ENCOMENDAR À ASSOCIAÇÃO DOS JORNALISTAS E HOMENS DE LETRAS DO PORTO.

AS LIVRARIAS, CLARO, DESCONHECEM-NO!

[1677.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [XV] || 2016

* OS QUE (NÃO) FICARAM PELO CAMINHO *


NOMES INCLUÍDOS NO LIVRO MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE
[CML, EGEAC, MUSEU DO ALJUBE || 2016]

[CML || EGEAC || MUSEU DO ALJUBE || 2016]

[1676.] MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE [XIV] || 2016

* MUSEU DO ALJUBE - RESISTÊNCIA E LIBERDADE *

|| MUSEU DO ALJUBE | CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA || 2016 ||


[Câmara Municipal de Lisboa || EGEAC || Museu do Aljube || 
2016]

[1675.] BERNARDINO MACHADO || 1998

* ACTAS DO COLÓQUIO BERNARDINO MACHADO - O HOMEM, O CIENTISTA, O POLÍTICO E O PEDAGOGO *

|| ENCONTROS DE OUTONO || 06-07 DE NOVEMBRO DE 1998 ||

|| MUSEU BERNARDINO MACHADO - CM VILA NOVA DE FAMALICÃO || 2001 ||




[1674.] JORNAIS E REVISTAS DA FIGUEIRA DA FOZ || 1986

* JORNAIS E REVISTAS DO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ (1863-1985) *

|| JOAQUIM SOUSA | ANTÓNIO REIS CALDEIRA ||

|| FIGUEIRA DA FOZ || EDIÇÃO DOS AUTORES || 1986 ||



[Figueira da Foz || 1986]

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

[1672.] A AVALIAÇÃO E O RESTO... || SETEMBRO DE 1981

* A AVALIAÇÃO E O RESTO *

Um "manifesto" contra a incompetência científica e pedagógica de alguns professores do Curso de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, datado de Setembro de 1981: "A Avaliação e o Resto"

[Devidamente assinado e publicitado quando aluno do 3.º Ano do Curso de História]

[João Esteves || Setembro de 1981]

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

[1671.] CLÁUDIO TORRES [I] || SALAZAR

* SALAZAR 40 ANOS? *

|| DESENHOS DE CLÁUDIO TORRES, COM A COLABORAÇÃO DE FLAUSINO TORRES ||

Desenhos de Cláudio Torres (n. 1939), exilado na Roménia, datados de 1966 e que visavam denunciar os 40 anos de Ditadura.

A selecção de excertos dos discursos de Salazar é de Flausino Torres (1906-1974), professor e historiador então exilado em Argel.

Os desenhos foram encontrados no Espólio de Flausino Torres depositado no Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e publicados pela Afrontamento em 2008.


[Porto, Afrontamento, 2008]

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

[1670.] MEMÓRIAS DAS CHEIAS DE 1967 [I] || ANA PAULA TEIXEIRA TORRES

* ANA PAULA TEIXEIRA TORRES || AS «GOTAS DE AR FRIO» QUE INUNDARAM A GRANDE LISBOA - MEMÓRIAS DAS CHEIAS DE NOVEMBRO DE 1967 - O CONCELHO DE OEIRAS *


Cinquenta anos decorridos sobre a enorme tragédia das Cheias de Novembro de 1967, a Historiadora, Investigadora e Professora Ana Paula Teixeira Torres publicou, em Novembro de 2017, um mais que oportuno trabalho de pesquisa sobre aqueles dias trágicos.

Estudo a partir de agora incontornável, porque continua(va) a não haver "um único livro publicado sobre as cheias de 1967" (malomil.blogspot.pthttp://malomil.blogspot.pt) e pelo rigor da análise e informação compilada, abrangendo não só o Concelho de Oeiras, onde a Autora reside desde 1985, como todos os restantes concelhos da Grande Lisboa afectados: Odivelas, Loures, Alenquer, Sintra, Vila Franca de Xira.

Através de uma Bibliografia actualizada e documentação da época, Ana Paula Teixeira Torres dá-nos o enquadramento histórico e político do País em 1967 e envolve-nos na tragédia vivida nas diferentes localidades através da voz das vítimas, do apoio dados pelas diferentes instituições e comunidades, da solidariedade estudantil, do impacto internacional e da reacção do regime mediante censura à imprensa, escamoteando a verdadeira dimensão do que aconteceu.

Tendo como ponto de partida o projecto «Histórias de Vida», desenvolvido pela Biblioteca Municipal de Algés desde 2015, a Autora não só recolheu testemunhos de quem viveu esses dias no Concelho de Oeiras, como, repegando no espírito do belíssimo e comovente texto de Pedro Alvim, publicado no Diário de Lisboa de 26 de Novembro de 1967, procurou "dar um nome" a todos os que pereceram nos diversos Concelhos, complementado com a respectiva idade, profissão e localidade.

E são centenas de mortos que, através de Ana Paula Teixeira Torres, perpassam pelos nossos olhos, saem do anonimato e reganham, "como um preito de homenagem", a dignidade que nunca lhes devia ter sido roubada.





sexta-feira, 17 de novembro de 2017